11 de novembro de 2018

O povo é que deveria decidir aumento dos salários dos ministros do STF e de políticos.


A indignação popular com o novo aumento dos salários dos ministros do STF e outros setores do funcionalismo público deveria servir de alerta para os membros da elite que arbitram sobre os próprios salários.

Se coubesse ao cidadão, sacrificado com os altos impostos e a péssima qualidade dos serviços públicos, decidir sobre os reajustes dos ministros do STF, políticos e outros membros da elite de servidores, é quase certo de que a maioria da população votaria contra qualquer reajuste. Nestes tempos de crise econômica, com o rombo bilionário nas contas públicas e mais de 12 milhões de desempregados, não parece justo que aqueles que recebem os salários mais altos do país ainda pleiteiem um reajuste de 16.38%. É mesmo difícil acreditar que os ministros do STF não conseguem sobreviver com um salário de mais de R$ 33 mil, para exigir um de quase R$ 40 mil.

Como o aumento incide sobre os salários de outros setores do Judiciário, União Estados e Municípios podem ser onerados em mais de R$ 6 bilhões por ano com o reajuste. É menos dinheiro para saúde, segurança, educação, saneamento, etc.

Como o dinheiro sai é do bolso do contribuinte, deveria caber ao contribuinte decidir se os ministros e outros abastados do serviço público merecem mesmo um aumento tão poupudo. O partido Novo lançou um abaixo assinado contra o reajuste dos salários dos ministros do STF. Cerca de 2.5 milhões de cidadãos já assinaram a petição.

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