Que já há algum tempo não somos o país do futebol, todo mundo sabe, e os números não mentem. Carregamos um jejum de 24 anos sem levantar a taça. Olhando para o nosso material humano em campo e para a forma como estamos jogando, parecemos um time pequeno que entrega a bola ao adversário e espera por uma falha deles ou por um lampejo individual dos nossos jogadores.
Esta Copa nos resumiu a um Paraguai piorado: uma equipe sem
alma, sem cacoete para defender e sem saber sofrer. Perdemos o nosso DNA
ofensivo, a nossa irreverência e, para completar, contratamos um técnico
europeu que não gosta de jogar com a bola. O treinador é reativo, montou mal o
grupo e, durante a competição, percebeu que algumas peças simplesmente não
serviam, tanto que deixou de utilizá-las. Sabe quando você compra uma roupa
barata, chega em casa e pensa: "Gostei, não"? A roupa fica esquecida
no guarda-roupa. Foi exatamente isso que aconteceu com alguns jogadores nesta
Copa.
É importante dizer que a convocação foi um equívoco quase completo. Já não temos bons laterais e, ainda assim, levamos os mais velhos e fora de forma. Temos dois bons centroavantes, Pedro e João Pedro, mas o mister resolveu apostar em jogadores que nunca corresponderam com a camisa amarelinha. Levamos um ex-jogador em atividade para vestir a camisa 10 por pressão popular, um goleiro que não transmite confiança, um meio campo lento e ainda sofremos com as contusões que deixaram de fora Rodrygo, Estevão e Wesley.








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