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25 de junho de 2015

Lava Jato rastreia US$ 7 milhões de propina atribuída a Odebrecht.



A Polícia Federal tem pelo menos US$ 7 milhões da suposta propina paga pela Construtora Norberto Odebrecht, no esquema de cartel e desvios na Petrobras, identificados em laudo pericial. São 24 registros de transações bancárias, entre 3 de abril de 2009 e 18 de maio 2012, descobertos a partir das confissões e documentos obtidos pela Operação Lava Jato. Apesar de ser uma fração dos R$ 500 milhões que a empreiteira pode ter pago no esquema de cartel e corrupção da Petrobras, investigadores da Lava Jato acreditam que elas servem de base para trilhar o caminho do dinheiro que circulou em contas secretas no exterior supostamente por ordem da empreiteira. O operador dessa lavanderia seria o doleiro Bernardo Freiburghaus - que mora na Suíça e é considerado foragido. O levantamento consta de tabela elaborada pela Polícia Federal, no Laudo 0777/2015, anexado ao pedido de prisão feito do presidente da empreiteira, Marcelo Bahia Odebrecht, e de outros executivos e pessoas ligadas ao grupo. A construtora e a Andrade Gutierrez são os alvo da Operação Erga Omne - 14ª fase da Lava Jato - deflagrada na sexta-feira (19). A tabela trata de pagamentos que teriam como beneficiários os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Serviços), o ex-gerente Pedro Barusco (Engenharia) e o doleiro Alberto Youssef. Seu objetivo, nesse item do documento, foi tentar identificar entre outras coisas "depósitos de valores em contas mantidas no exterior" relacionados à Odebrecht. "Em alguns casos, não foi possível identificar dados pertinentes, tais como Instituição Financeira do remetente, nome do remetente e conta bancária", informa o laudo solicitado pelos delegados Igor Romário de Paula e Eduardo Mauat da Silva. Primeiro delator da Lava Jato, Costa apontou as contas em nome das offshores Sygnus Assets S.A., no banco PKB PrivateBank S.A, Quinus Services S.A., no HSBC, Sagor Holding S.A., no Julius Baer e conta nº 016780-40, no Deutsche Bank como "controladas por Bernando Freiburghaus, mas pertencentes" a ele. Segundo Costa, os US$ 23 milhões que ele tinha em conta secreta na Suíça - e que devolveu após acordo de delação - foram propina da Odebrecht, operada por Freiburghaus. O doleiro Alberto Youssef, também delator da Lava Jato, afirmou à Justiça Federal operacionalizou pagamentos de propinas para a Odebrecht, tendo mantido contato com os executivos Márcio Faria e Cesar Rocha. Nesse caso, o caminho percorrido pelos investigadores da Lava Jato segue outro destino: Hong Kong. São contas de titularidade das offshores RFY e DGX, nos bancos Standart Chartered e HSBC, em Hong Kong, controladas pelo doleiro Leonardo Meirelles.
Fonte; Bahia Notícias

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